9 de fevereiro de 2012

Grécia: mais de um milhão sem trabalho

   





  O número de desempregados registados oficialmente na Grécia ultrapassou o milhão em Novembro, o que significa mais de 20 por cento de toda a população activa, indicam dados divulgados esta quinta-feira pelo departamento de estatística helénico.

     Um total de 1,029 milhões de pessoas estavam no desemprego em Novembro, com cerca de 164 mil a perder o posto de trabalho no mês anterior e 405 mil nos 12 meses anteriores a Novembro de 2010, de acordo com os dados oficiais.

     O governo grego decidiu esta quinta-feira despedir cerca de 15 mil funcionários públicos, para cumprir uma meta de 150 mil redução de postos de trabalho no Estado, até 2015.

    Quase metade dos desempregados são jovens
     Quase metade dos gregos até aos 24 anos (48 por cento) estão no desemprego. São os jovens e as mulheres quem mais sofre com a recessão no país, que vai actualmente no quinto ano.

     O sindicatos gregos, que acusam o governo de Atenas de se submeter às exigências da troika da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, apelaram hoje a uma greve de 48 horas em retaliação contra as medidas de austeridade.

     O novo pacote de austeridade prevê ainda um corte de 22 por cento no salário mínimo e uma redução de 15 por cento nas pensões complementares.

3 de fevereiro de 2012

A globalização





http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/filosofia/filosofia_trabalhos/compreendglobaliz.htm

BPI valoriza 2,5% depois de ter apresentado prejuízo histórico

     As acções do banco inverteram a tendência de perdas da abertura e já chegaram a valorizar mais de 2,5%, após ter dado conta do primeiro prejuízo da sua história. Um resultado ditado por uma má decisão de que Fernando Ulrich disse não se orgulhar.



















  Os títulos do Banco BPI valorizam 1,71% para 0,476 euros e já chegaram a subir 2,56% para 0,48 euros.

As acções reagem assim depois de o banco ter sido o primeiro dos três principais bancos portugueses a apresentar os resultados de 2011, ano em que registou prejuízos de 203,9 milhões de euros.

No ano passado, o banco perdeu 338,9 milhões de euros com a sua aposta na dívida grega, que Fernando Ulrich resumiu como “uma má decisão”, em que não tem “nenhum orgulho”.

Obrigações para manter até à maturidade foram desvalorizadas em 50%
Com as imparidades registadas no ano passado, o banco desvalorizou a sua carteira de obrigações gregas para manter no balanço até à maturidade em 50% e a carteira daquelas que estão disponíveis para negociação em 64%.

“Com a informação que tínhamos na altura, não se via o risco que se veio a verificar. Mas ultrapassado este caso, a situação do banco como um todo é muito sólida em capital e liquidez.”

As perdas não recorrentes, que incluem 70,9 milhões de euros que resultam de diferenças actuariais na transferência dos fundos de pensões para a Segurança Social, foram parcialmente compensadas por receitas não recorrentes relativas à recompra de títulos do banco e de contribuições em espécie para os fundos de pensões.

Resultado recorrente dá um lucro de 115,9 milhões de euros
Excluindo o impacto de factores recorrentes, o BPI teve um resultado de 115,9 milhões de euros, que fica 37,3% aquém dos 184,8 milhões de euros de lucros que registou em 2010.

"Em base recorrente", os resultados do BPI não surpreenderam o analista André Rodrigues do Caixa BI, que considera o prejuízo do banco um “facto negativo”. “Positivamente, destacamos mais uma vez a actividade internacional, que voltou a apresentar uma rentabilidade elevada” com um retorno dos capitais próprios de 28,9%.

Ainda no sector da banca, o BES valoriza 1,23% para 1,316 euros e o BCP recua 0,71% para 0,14 euros por acção. Ambos os bancos apresentam resultados negativos, mas enquanto o BPI antecipa um prejuízo de 15 milhões de euros para a instituição liderado por Ricardo Salgado, prevê um prejuízo na ordem dos 500 milhões para o banco liderado por Carlos Santos Ferreira.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=535991

2 de fevereiro de 2012

Crédito será mais difícil em Portugal e na Europa

     Bancos nacionais antecipam maior restritividade na concessão de crédito nos próximos meses. Subidas de "spreads" são para continuar.

     A deterioração das expectativas para a actividade económica e para o mercado imobiliário, associada às restrições de balanço, tem ditado um aumento da restritividade na concessão de crédito pela banca. E a tendência é para que o acesso a financiamento se torne ainda mais difícil em Portugal, mas também nos restantes países da Zona Euro.


Portugal vai conseguir voltar aos mercados financeiros em 2013, garante Vítor Gaspar


     Portugal não vai pedir mais tempo ou dinheiro à troika e vai conseguir voltar aos mercados financeiros em 2013. A garantia foi dada pelo Ministro das Finanças hoje, em Londres, numa palestra na London School of Economics.


     Na presença de cerca de 400 pessoas, entre estudantes, profissionais do sector financeiro e o embaixador de Portugal no Reino Unido, o ministro das Finanças desvalorizou a posição das agências de rating sobre Portugal, e disse que "Portugal já está no bom caminho, mas vai demorar algum tempo até recuperar a credibilidade e confiança internacional".

     Num discurso seguido de questões dos estudantes universitários, Vítor Gaspar fez questão de repetir as palavras do primeiro-ministro, Pedro Passo Coelho: Portugal está no bom caminho.

     O responsável pelas finanças nacionais teve um dia preenchido, na capital britânica: de manhã reuniu-se com jornalistas de dois dos principais jornais económicos do país. Mais tarde, Vítor Gaspar encontrou-se com alguns investidores privados, com quem terá assinado contratos de investimento, e com o presidente da Câmara de Comércio Britânico, que representa mais de duas centenas de empresas do país.